Guiné-Bissau: Escassez de Professores Comprometem Sistema de Ensino na Região de Biombo

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Na região de Biombo, o panorama educacional continua a ser afectado por uma série de desafios, que comprometem o funcionamento adequado do sistema de ensino.

O inspector regional da Educação, Francisco Có, lamentou a escassez de recursos essenciais para a melhoria da qualidade do ensino na região.

Em entrevista à Rádio Nacional, o inspector destacou a carência de um edifício próprio para a instituição, ressaltando a importância de um espaço adequado para o desenvolvimento das actividades pedagógicas. “A falta de um edifício adequado é um dos maiores obstáculos para o bom funcionamento das escolas na região”, afirmou Francisco Có, frisando que a infra-estrutura precária tem dificultado o processo de ensino-aprendizagem.

Além disso, o inspector apontou a ausência de materiais informáticos e meios de transporte como factores que agravam ainda mais a situação. “Sem equipamentos tecnológicos adequados e sem transporte eficiente, a cobertura das escolas, principalmente nas zonas mais remotas, se torna um grande desafio”, declarou.

Outro ponto abordado por Francisco Có foi a escassez de professores, um problema comum a diversas regiões do país. “A falta de professores, principalmente nas disciplinas de Ciências Exatas, é uma realidade que afecta directamente a qualidade do ensino na região”, afirmou o inspetor. Este problema foi corroborado pelo diretor do Liceu local, Nando Có, que também confirmou a escassez de professores para disciplinas essenciais como Matemática e Física. “Estamos a enfrentar dificuldades para garantir a presença de professores capacitados nessas áreas, o que compromete o desempenho dos alunos”, relatou o diretor.

Ademais, a situação das infra-estruturas escolares também é preocupante. Francisco Có revelou à Rádio Nacional que várias escolas ainda funcionam em condições precárias, em barracas improvisadas. “Infelizmente, algumas escolas ainda são obrigadas a funcionar em barracas, o que expõe as crianças a riscos e dificulta o desenvolvimento de actividades pedagógicas adequadas”, disse o inspector.

Redacção RDN

 

 

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